terça-feira, 26 de março de 2013

CADEIRANTES GANHAM VEZ NA PRAIA DE BOA VIAGEM


A mobilidade chegou à Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Horas depois de lançar um pacote de ações para bicicletas, o governador Eduardo Campos, juntamente com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, inaugurou o projeto de acessibilidade Praia sem Barreiras, voltado para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Uma rota de acessibilidade foi criada na praia, permitindo que as pessoas possam chegar à beira-mar sem enfrentar obstáculos como a ausência de rampas e passagens de pedestres. A nova rota compreende o trecho da Rua Bruno Veloso, entre a Avenida Conselheiro Aguiar e a beira-mar, nas imediações do Internacional Palace Hotel.
O projeto inclui uma arena de acessibilidade, instalada na areia da praia, que oferece esteira de acesso ao mar com 30 metros de comprimento, seis cadeiras anfíbias, três piscinas para o lazer das crianças, uma quadra para jogos de vôlei sentado, tenda de fisioterapia e enfermagem, além de banho assistido. A estrutura foi criada pela Secretaria de Turismo de Pernambuco, com apoio da Prefeitura do Recife e da Uninassau, que disponibilizou os fisioterapeutas que acompanham os visitantes. O projeto funcionará de quinta a domingo, das 8h às 12h. No próximo dia 25 de abril chegará à Praia de Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, e a intenção do secretário de Turismo, Alberto Feitosa, é ampliá-la para outros balneários do Grande Recife. Já funciona no Arquipélago de Fernando de Noronha.
O Praia sem Barreiras é simples, tem baixo custo, mas é eficiente. Ontem, durante o lançamento, foi elogiado por muitos participantes convidados para a estreia do projeto. “É algo tão simples, que poderia ter sido feito há muito mais tempo. Adorei. Moro no 2º Jardim de Boa Viagem, mas desde que sofri um AVC, deixei de ir à praia. No máximo, ficava no calçadão, sem entrar no mar. Com esse projeto, tudo fica mais fácil, principalmente o acesso pela areia. Agora, posso dizer que estou menos dependente”, afirmou Ângela Lacerda.
A rota de acessibilidade foi viabilizada pela Prefeitura do Recife e começa na parada 15, situada na Avenida Conselheiro Aguiar, indo até a beira-mar. No total, o percurso tem 300 metros de comprimento. Também foram construídas 11 rampas, sendo cinco na Avenida Boa Viagem, quatro na Rua dos Navegantes e duas na Avenida Conselheiro Aguiar. A prefeitura também restaurou as calçadas da Rua Bruno Veloso, desde a Avenida Conselheiro Aguiar até a Avenida Boa Viagem, incluindo a colocação de piso tátil – utilizado para orientar deficientes visuais. Também foram implementadas outras oito rampas para facilitar a travessia ao longo da rua, duas rampas nas vagas para deficientes na Avenida Boa Viagem, bem como a colocação de corrimão em aço inox na rampa de descida e escadaria de acesso à areia da praia.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Aplicação de gelo é indicada após a lesão


Utilizar a compressa de gelo na região do trauma ajuda a controlar os níveis da inflamação, principalmente em relação à dor e ao edema.

Quando sofremos uma lesão, a região afetada é automaticamente acometida por rubor, calor, edema e dor. Estes são os sintomas que fazem parte do processo inflamatório, que é a resposta do organismo para conter o efeito nocivo do trauma. A aplicação de compressa de gelo logo após a ocorrência da lesão tem por finalidade controlar os níveis consequêntes da inflamação, principalmente em relação à dor e ao inchaço, segundo Maurício Garcia, que é fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Universidade Federal de São Paulo e coordenador do setor de fisioterapia do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

"O resfriamento com aplicação de gelo é o mais indicado porque causa uma vasoconstrição, que é a diminuição do diâmetro dos vasos, evitando um aumento do processo inflamatório", afirma. Consequêntemente após a aplicação há um aumento na temperatura, o que provoca uma vasodilatação (aumento do diâmetro dos vasos) e a liberação dos substratos inflamatórios presentes na corrente sanguínea.

A compressa pode ser feita com um saco plástico transparente, contendo gelo triturado ou quebrado, por no máximo 20 minutos, de modo que seja suportável e não cause queimaduras. Na aplicação, é necessário fazer uma leve compressão. A dica é utilizar aqueles plásticos usados para embrulhar alimentos e enfaixar o local com a compressa.

Outra opção são as bolsas térmicas, que mantêm a temperatura por mais tempo. "Há necessidade de tomar cuidado com uso de bolsas de gel, pois, em muitas delas, a impressão gráfica do plástico pode causar alergias e queimaduras na pele, além de não terem uma duração eficiente, pois após 10 minutos já perdem o efeito desejado", adverte o fisioterapeuta, reforçando que o ideal é fazer mais aplicações de 20 minutos por dia e evitar aplicações longas de 30, 40 ou mais minutos.

DR. Ederson Melo: Fisioterapia e Terapia Ocupacional na TUSS: mais u...

DR. Ederson Melo: Fisioterapia e Terapia Ocupacional na TUSS: mais u...: No mês de comemoração do dia do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional, mais uma conquista histórica foi garantida pela articulação...

sábado, 24 de novembro de 2012

Mochila: herói ou vilão, na saúde das crianças.


Um trabalho promovido pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) em parceria com a Liga de Trauma da Universidade Federal de Sergipe, constatou que o uso de mochilas pode prejudicar a postura de crianças, principalmente, entre os menores. O estudo feito com estudantes entre 9 e 12 anos, que carregavam mochilas, concluiu que 77,5% se queixaram de dor nas costas e 30% já apresentavam variações posturais importantes.
Um dos pesquisadores, Luiz Carlos Lopes, explica que cerca de 80% dos estudantes transportava a mochila de forma correta. “O problema estava no peso excessivo do acessório, superior aos 10% do peso da própria criança”.
O estudo avaliou a massa corporal (kg), estatura dos alunos (cm), presença de alterações posturais, quantidade de carga transportada (kg), modelos e modos de transporte das mochilas. “Setenta por cento das mochilas estavam acima do peso recomendado”, lembra Luiz Carlos Lopes.
A SBOT promove com regularidade ações para orientar e alertar os pais a respeito dos cuidados básicos para o uso adequado da mochila:
A SBOT alerta:

  • A criança não pode carregar na mochila mais do que 10% de seu peso;
  • Nunca carregá-la com apenas uma das tiras passada pelos ombros, pois isso pode provocar escoliose;
  • As tiras devem ser tensionadas para que a mochila fique bem junto ao corpo, e cinco centímetros acima da linha da cintura.
Para o presidente da SBOT, Osvandré Lech, o problema da mochila tem várias facetas, pois falta regulamentação sobre o assunto e os estudantes acabam carregando diariamente livros e cadernos em excesso para acompanhar as aulas.
Ele defende ampla discussão do tema, pois tanto é necessário que os pais verifiquem se o peso que a criança carrega não é excessivo, como é preciso pensar em soluções alternativas. O armário para deixar os livros na escola é uma delas, comum nos Estados Unidos, ou a maleta com rodinhas, para ser puxada e não carregada. E até as editoras que precisam pensar em soluções. Na França, por exemplo, a gramatura das folhas dos livros é menor para as publicações escolares. Fonte: Assessoria de imprensa da SBOT.

Pesquisadores do Cincinnati Children''s Hospital, nos Estados Unidos, analisaram que crianças que dão entrada no pronto socorro do hospital e verificaram que 23% delas tinham queixas causadas pelo uso inadequado da mochila. Esse número não se restringe apenas a lesões na coluna e sim a 19 tipos de lesões no ombro. Pesquisa realizada em São Paulo (SP), indica que a porcentagem é de 9% nas crianças em idade escolar, mas com a volta às aulas, esse número aumenta em 15%.

A maneira de carregar, erguer ou retirar a mochila das costas também deve ser supervisionada. Se comparada a bolsas de uso lateral, a mochila tem uma melhor aceitação, pois distribui o peso dos objetos pelos músculos e abdômen. Porém, se estiverem com peso acima do recomendado, podem causar um grande mal à saúde dos ombros das crianças.